quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Espaço para Revistas - precisamos disso?

Informação: a cada dia temos mais, mais rápida e menos pesada.


Todas as publicações hoje estão em meio eletrônico, de jornais a revistas especializadas. Existem diversos jornais, por exemplo, que já vendem assinaturas digitais para todos os conteúdos gerados (e que até há algum tempo, apareciam apenas na mídia impressa). 

Ok! Temos uma solução para NOVAS informações que chegam a todo minuto. 

Informações antigas, estoque na prateleira

Mas para as informações passadas, artigos interessantes que foram lidos há algum tempo e que você mantem por que acha que pode precisar um dia, por que tem uma ligação emocional com aquela época, por que gosta de comparar o que poderia ter sido com o que se tornou, entre outras razões lógicas ou emocionais que só você precisa entender, o quê fazer?

Eu que sou um acumulador, gosto de ouvir discos completos (não coletâneas), gosto de guardar revistas inteiras por uma reportagem que possa valer a pena (recortar revistas já foi uma heresia no meu conceito), junto arquivos em 35 versões de projetos que fiz há 10 anos, entre outras manias. Mas, tudo tem limite! 

Hoje descobri que, nem que eu queira, consigo ler tudo o que quero, não revejo coisas com a frequência que imagino (ou imagino precisar), não farei no futuro o que esperava fazer quando guardei metade do que tenho ("people change", contrariando o Dr. House). Então, é simplesmente descartar tudo?

Descarte aleatório, NÃO! 

Descobri há uns anos uma técnica cruel (no meu conceito) de guardar coisas para ler depois: rasgar papel! Consiste em olhar uma revista por inteiro, decidir em 2 minutos o que é útil, tirar as páginas da revista (rasgando papel) e descartar o resto. Fora a resistência inicial, funcionou por um tempo. Grampeei uma série de páginas com reportagens e enviei à prateleira. Opa, salvei algum espaço para mais coisas a ler. 

Mas essa fase passou. Hoje tenho um monte de coisa difícil de acessar, com algumas páginas já perdidas e com utilidade discutível. 

Digitalizar o que vale a pena, SIM!

Com essa era de smartphones sempre à mão, a idéia de digitalizar seu conhecimento faz total sentido. Por isso, uma sequência de passos para realizar e salvar seus artigos com segurança são descritos a seguir. Aqui não vou comentar o "como fazer", mas sim o "que fazer". O "como fazer" vou deixar para artigos sobre as ferramentas que estão em outro blog (o Android No Trabalho).  

Para eliminar sua pilha de revistas antigas, siga esses passos:
- Separe as revistas por assunto; 
- Para cada revista, leia o índice e marque nele as reportagens que você pretende armazenar;
- Se não há o que guardar em uma determinada revista, envie à pilha do LIXO;
- Para as que têm o que ser salvo, envie para a pilha da digitalização; 
- Ao finalizar cada pilha de revistas (de um assunto específico), digitalize as reportagens. Para isso, utilize um scanner (de mão, de mesa, de impressora, etc) ou então utilize um aplicativo para digitalização (há ao menos um exemplo no Android No Trabalho);
- A digitalização, normalmente, pode ser salva em diversos formatos. Crie suas digitalizações em formato PDF, ao invés de imagens. Isso garante que você conseguirá ler seus arquivos em praticamente qualquer leitor (telefones, tablets, TVs inteligentes, etc);
- Arrume um local no seu HD para criar uma biblioteca digital, dividida por assuntos;
- Para ter segurança que seus dados não morrerão com seu HD, crie uma biblioteca digital usando algum tipo de armazenamento em nuvem (Google Drive, OneDrive, Mega, etc);
- Use aplicativos que acessem seus arquivos no seu armazenamento em nuvem. Assim, você poderá pegar os arquivos sempre que quiser (ou a Internet 3G funcionar, ou seu WiFi conectar no vizinho). 

O que fazer com a pilha que virou LIXO é com você. Entre o botar fogo nela durante o churrasco do vizinho só para sacanear e entregar para alguma ONG que transforma papel velho em papel reciclado para vender cartões de Natal que custam uma fortuna (e fazem um bem-estar para a alma de alguns), a escolha é sua. Mas só não vale deixar parada com um ar de "será que eu devo?". Nesse caso, a resposta é uma só: se livre dessa porcaria agora para não ter que se livrar depois. 



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Agenda Semanal - Onde é que está indo meu tempo?

Tempo: o único recurso realmente democrático no mundo!

Todo mundo se pergunta por quê raios o tempo nunca é suficiente para tudo que precisamos fazer. E pouca gente sabe onde gasta o tempo que tem, e querendo ou não, é igual para todo mundo. 

24 horas por dia, 7 dias por semana, todos os dias do mês, do ano e da vida. É bastante coisa para desperdiçar. 
Calendário Semanal: todo mundo precisa de rotina. Melhor conhecê-la!

Agenda semanal - Rotina?

Sim, rotina! Todos os dias é a mesma história: acordar, banho, café, crianças para aula, trânsito, trabalho, almoço, trabalho, pegar crianças na escola, casa, cachorro, papagaio, louça, jantar, deitar, roncar, despertador, acordar... E todo dia a mesma coisa. 

Quanto tempo em cada tarefa?
Quanto tempo em trânsito?
Quanto desse tempo diário daria para transformar em algo útil? Nem que útil seja ouvir música durante o trânsito.

Por isso, segue uma ferramenta que ajuda a enxergar o tamanho do problema (de tempo curto): 
- Liste todas as atividades do seu dia, do acordar ao dormir. Por enquanto, só as reais (café, banho e comprar o pão, inclusive);
- Abra um Excel novo;
- Crie colunas de dias da semana (segunda a domingo - sim, domingo!);
- Crie linhas de 15 minutos (ou 30 minutos, no máximo). Comece às 0h e termine às 23h45;
- Distribua as atividades conforme você se lembre que elas aconteçam HOJE;

Aqui um parêntese: a mulherada vai dizer que isso é impossível. Ok, mas se quiser mudar algo, começe por fazer esse exercício. 

- Agora que falta espaço na sua agenda, liste todas as atividades que você gostaria de colocar na sua rotina semanal; 
- Ajuste o comprimento das tarefas, para o mínimo que você precise (banho, por exemplo, não toma mais que 15 minutos, certo?);
- Redistribua as tarefas diárias, para encaixar as novas tarefas "dos sonhos". 

Feito o exercício no Excel, passe as tarefas para seu calendário eletrônico preferido. Eu uso o Google para tudo, então o Google Calendar me resolve. Mas todos os emails possuem uma ferramenta de calendário integrada. 

Para cada atividade, coloque um lembrete 5 minutos antes do horário e sincronize o seu smartphone (ele está sempre à mão, certo?) para que ele te atormente com a sua lista de afazeres.

Enche o saco, mas ajuda! 

A disciplina de cumprir as tarefas é com você, mas a encheção de saco de receber notificações a toda hora deve ajudar você a seguir a rotina planejada. 
Depois de uma semana, avalie suas conquistas. Ajuste a agenda e parta para a próxima semana. 

Depois de um tempo, esse loop se ajusta e sua rotina se firmará quase sem você perceber. Isso se você não explodir o telefone na parede... 

Ferramentas para auxiliar

Vou fazer um próximo post para dizer como isso tudo funciona para mim, Na verdade, ferramenta não falta: o que importa é a disciplina! E isso é com cada um de nós.