Informação: a cada dia temos mais, mais rápida e menos pesada.
Todas as publicações hoje estão em meio eletrônico, de jornais a revistas especializadas. Existem diversos jornais, por exemplo, que já vendem assinaturas digitais para todos os conteúdos gerados (e que até há algum tempo, apareciam apenas na mídia impressa).
Ok! Temos uma solução para NOVAS informações que chegam a todo minuto.
Informações antigas, estoque na prateleira
Mas para as informações passadas, artigos interessantes que foram lidos há algum tempo e que você mantem por que acha que pode precisar um dia, por que tem uma ligação emocional com aquela época, por que gosta de comparar o que poderia ter sido com o que se tornou, entre outras razões lógicas ou emocionais que só você precisa entender, o quê fazer?
Eu que sou um acumulador, gosto de ouvir discos completos (não coletâneas), gosto de guardar revistas inteiras por uma reportagem que possa valer a pena (recortar revistas já foi uma heresia no meu conceito), junto arquivos em 35 versões de projetos que fiz há 10 anos, entre outras manias. Mas, tudo tem limite!
Hoje descobri que, nem que eu queira, consigo ler tudo o que quero, não revejo coisas com a frequência que imagino (ou imagino precisar), não farei no futuro o que esperava fazer quando guardei metade do que tenho ("people change", contrariando o Dr. House). Então, é simplesmente descartar tudo?
Descarte aleatório, NÃO!
Descobri há uns anos uma técnica cruel (no meu conceito) de guardar coisas para ler depois: rasgar papel! Consiste em olhar uma revista por inteiro, decidir em 2 minutos o que é útil, tirar as páginas da revista (rasgando papel) e descartar o resto. Fora a resistência inicial, funcionou por um tempo. Grampeei uma série de páginas com reportagens e enviei à prateleira. Opa, salvei algum espaço para mais coisas a ler.
Mas essa fase passou. Hoje tenho um monte de coisa difícil de acessar, com algumas páginas já perdidas e com utilidade discutível.
Digitalizar o que vale a pena, SIM!
Com essa era de smartphones sempre à mão, a idéia de digitalizar seu conhecimento faz total sentido. Por isso, uma sequência de passos para realizar e salvar seus artigos com segurança são descritos a seguir. Aqui não vou comentar o "como fazer", mas sim o "que fazer". O "como fazer" vou deixar para artigos sobre as ferramentas que estão em outro blog (o Android No Trabalho).
Para eliminar sua pilha de revistas antigas, siga esses passos:
- Separe as revistas por assunto;
- Para cada revista, leia o índice e marque nele as reportagens que você pretende armazenar;
- Se não há o que guardar em uma determinada revista, envie à pilha do LIXO;
- Para as que têm o que ser salvo, envie para a pilha da digitalização;
- Ao finalizar cada pilha de revistas (de um assunto específico), digitalize as reportagens. Para isso, utilize um scanner (de mão, de mesa, de impressora, etc) ou então utilize um aplicativo para digitalização (há ao menos um exemplo no Android No Trabalho);
- A digitalização, normalmente, pode ser salva em diversos formatos. Crie suas digitalizações em formato PDF, ao invés de imagens. Isso garante que você conseguirá ler seus arquivos em praticamente qualquer leitor (telefones, tablets, TVs inteligentes, etc);
- Arrume um local no seu HD para criar uma biblioteca digital, dividida por assuntos;
- Para ter segurança que seus dados não morrerão com seu HD, crie uma biblioteca digital usando algum tipo de armazenamento em nuvem (Google Drive, OneDrive, Mega, etc);
- Use aplicativos que acessem seus arquivos no seu armazenamento em nuvem. Assim, você poderá pegar os arquivos sempre que quiser (ou a Internet 3G funcionar, ou seu WiFi conectar no vizinho).
O que fazer com a pilha que virou LIXO é com você. Entre o botar fogo nela durante o churrasco do vizinho só para sacanear e entregar para alguma ONG que transforma papel velho em papel reciclado para vender cartões de Natal que custam uma fortuna (e fazem um bem-estar para a alma de alguns), a escolha é sua. Mas só não vale deixar parada com um ar de "será que eu devo?". Nesse caso, a resposta é uma só: se livre dessa porcaria agora para não ter que se livrar depois.
