segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Favoritos no Browser

Não tem algo mais enganador no seu dia-a-dia que salvar uma informação que você encontra e acha legal na sua lista de endereços favoritos. Ok, posso estar exagerando.

Os favoritos surgiram praticamente junto com a internet e passou, para grande parte das pessoas que conheço, um museu pessoal de coisas bacanas a guardar. 
Imagine que, à época do Internet Explorer 6, você trocava de computador e perdia todos os seus favoritos antigos. Em meia hora, você criava novos favoritos (os importantes) e os outros, quem sabe um dia a gente se vê?
Mas depois de os browsers trazerem recursos de sincronismo entre diferentes locais onde você usa internet, já era! A lista só cresce. 

Minimizando o problema

Algo que ajuda e bastante a organizar os favoritos é distribuí-los em pastas. Todos os browsers suportam essa opção. Mas aí vem o problema: quando preciso acessar um endereço que tem 3 anos, será que ele ainda existe?
Aí vem o problema: além de estar fácil de achar, um favorito deve ser acessível para se justificar. 

Parte 1 da Solução

A parte 1 da solução que eu proponho é: dome seus favoritos antigos! Mas como? Se você é como a maioria da Internet pessoal dos dias de hoje, você utiliza o Google Chrome. Nele, há a extensão Bookmark Sentry (algo como "links do Favoritos", em tradução aproximativa). 
Bookmark Sentry: Bucando problemas nos seus favoritos

Com ele, que é uma extensão do browser (você sabe como instalar isso, certo?) você pode varrer todo o seu conjunto de links favoritos e verificar se os links são válidos. 
Ao mesmo tempo, aqueles que estão duplicados por algum motivo são listados e você pode apagar todos esses itens (mantendo apenas uma cópia, claro). 
Ao executar isso no meu Chrome, fiquei com 450 links quebrados a menos, 120 com erros de conexão eu mantive para analisar um a um e mais uns 700 links duplicados foram eliminados. 
Belo trabalho para uma  Parte 1 da solução. 

Resultado da Busca e Ações disponíveis: apagar, ignorar ou unificar duplicados

Parte 2 da Solução

É sério: você nunca vai mais salvar nada nos favoritos! Se você conseguir se livrar do monte de links acumulados e antes de começar a acumular novamente, saiba que existem aplicativos e softwares que te ajudam a salva tudo que for interessante, com marcadores (ou tags), categorias, pré-visualização das páginas, etc. Tudo ao alcance de um clique ou dois. Mas isso é assunto para outros posts, pois o assunto vai longe. 

Outros browsers

Uso o Chrome há uns anos e já tentei passear por outros browsers, mas sem nunca tirar o pé dele. Sendo assim, não tenho muita experiência com extensões para esses browsers. Mas com uma busca rápida no Google, dá para ter uma idéia dos melhores aplicativos para gestão de favoritos. Se vocês conhecerem outros melhores, podem me informar que eu atualizo esse post. 

IE - Linkman
Firefox - Online Bookmark Manager
Safari - Bookdog

Boa diversão!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Espaço para Revistas - precisamos disso?

Informação: a cada dia temos mais, mais rápida e menos pesada.


Todas as publicações hoje estão em meio eletrônico, de jornais a revistas especializadas. Existem diversos jornais, por exemplo, que já vendem assinaturas digitais para todos os conteúdos gerados (e que até há algum tempo, apareciam apenas na mídia impressa). 

Ok! Temos uma solução para NOVAS informações que chegam a todo minuto. 

Informações antigas, estoque na prateleira

Mas para as informações passadas, artigos interessantes que foram lidos há algum tempo e que você mantem por que acha que pode precisar um dia, por que tem uma ligação emocional com aquela época, por que gosta de comparar o que poderia ter sido com o que se tornou, entre outras razões lógicas ou emocionais que só você precisa entender, o quê fazer?

Eu que sou um acumulador, gosto de ouvir discos completos (não coletâneas), gosto de guardar revistas inteiras por uma reportagem que possa valer a pena (recortar revistas já foi uma heresia no meu conceito), junto arquivos em 35 versões de projetos que fiz há 10 anos, entre outras manias. Mas, tudo tem limite! 

Hoje descobri que, nem que eu queira, consigo ler tudo o que quero, não revejo coisas com a frequência que imagino (ou imagino precisar), não farei no futuro o que esperava fazer quando guardei metade do que tenho ("people change", contrariando o Dr. House). Então, é simplesmente descartar tudo?

Descarte aleatório, NÃO! 

Descobri há uns anos uma técnica cruel (no meu conceito) de guardar coisas para ler depois: rasgar papel! Consiste em olhar uma revista por inteiro, decidir em 2 minutos o que é útil, tirar as páginas da revista (rasgando papel) e descartar o resto. Fora a resistência inicial, funcionou por um tempo. Grampeei uma série de páginas com reportagens e enviei à prateleira. Opa, salvei algum espaço para mais coisas a ler. 

Mas essa fase passou. Hoje tenho um monte de coisa difícil de acessar, com algumas páginas já perdidas e com utilidade discutível. 

Digitalizar o que vale a pena, SIM!

Com essa era de smartphones sempre à mão, a idéia de digitalizar seu conhecimento faz total sentido. Por isso, uma sequência de passos para realizar e salvar seus artigos com segurança são descritos a seguir. Aqui não vou comentar o "como fazer", mas sim o "que fazer". O "como fazer" vou deixar para artigos sobre as ferramentas que estão em outro blog (o Android No Trabalho).  

Para eliminar sua pilha de revistas antigas, siga esses passos:
- Separe as revistas por assunto; 
- Para cada revista, leia o índice e marque nele as reportagens que você pretende armazenar;
- Se não há o que guardar em uma determinada revista, envie à pilha do LIXO;
- Para as que têm o que ser salvo, envie para a pilha da digitalização; 
- Ao finalizar cada pilha de revistas (de um assunto específico), digitalize as reportagens. Para isso, utilize um scanner (de mão, de mesa, de impressora, etc) ou então utilize um aplicativo para digitalização (há ao menos um exemplo no Android No Trabalho);
- A digitalização, normalmente, pode ser salva em diversos formatos. Crie suas digitalizações em formato PDF, ao invés de imagens. Isso garante que você conseguirá ler seus arquivos em praticamente qualquer leitor (telefones, tablets, TVs inteligentes, etc);
- Arrume um local no seu HD para criar uma biblioteca digital, dividida por assuntos;
- Para ter segurança que seus dados não morrerão com seu HD, crie uma biblioteca digital usando algum tipo de armazenamento em nuvem (Google Drive, OneDrive, Mega, etc);
- Use aplicativos que acessem seus arquivos no seu armazenamento em nuvem. Assim, você poderá pegar os arquivos sempre que quiser (ou a Internet 3G funcionar, ou seu WiFi conectar no vizinho). 

O que fazer com a pilha que virou LIXO é com você. Entre o botar fogo nela durante o churrasco do vizinho só para sacanear e entregar para alguma ONG que transforma papel velho em papel reciclado para vender cartões de Natal que custam uma fortuna (e fazem um bem-estar para a alma de alguns), a escolha é sua. Mas só não vale deixar parada com um ar de "será que eu devo?". Nesse caso, a resposta é uma só: se livre dessa porcaria agora para não ter que se livrar depois.